Parceria entre academia e indústria impulsiona desenvolvimento em concretos para pavimentação

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Seminário promovido pela Votorantim Cimentos apresentará o que há de mais inovador em pesquisas na área de pavimentos de concreto. Confira!

Pavimentos mais duráveis, que exigem menos manutenção, fáceis de executar e que reduzem os efeitos da impermeabilização dos solos. Esses têm sido alguns alvos das pesquisas acadêmicas em andamento na área de pavimentação urbana e rodoviária no Brasil.

Os trabalhos buscam estar em sintonia com as demandas do mercado, sobretudo contratantes públicos e privados cada vez mais exigidos por soluções de pavimentação que combinem alto desempenho, sustentabilidade e ótima relação custo-benefício.

Concreto permeável

Um dos focos de desenvolvimento é o concreto permeável, solução que desperta muito interesse por sua capacidade de elevar a permeabilidade das vias. Para amplificar o aproveitamento dessa tecnologia, falta um documento de referência nacional, que sirva de orientação quanto às melhores práticas de execução.

“A boa notícia é que o comitê que estuda pavimentos de concreto do Ibracon (Instituto Brasileiro do Concreto) acabou de desenvolver uma diretriz técnica, dividida em nove capítulos, para a execução do pavimento permeável. A ideia é que esse material auxilie os contratantes e contribua para a elaboração de uma norma brasileira (NBR) futuramente”, explica José Tadeu Balbo, professor titular de Infraestrutura de Transportes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

Concreto autonivelante

Avanços têm sido registrados, também, na produção do concreto autonivelante, material com uma série de pontos positivos, especialmente para pavimentação urbana. Entre eles, a maior velocidade de execução e a redução de impactos no entorno. A execução desse tipo de pavimento exige menor quantidade de trabalhadores na pista, gera menos ruído e poluição e permite trabalhar com equipamentos mais simples, dispensando o uso de vibração com régua vibratória ou agulhas de imersão. Além disso, requer menor volume de escavação e permite produzir um concreto de resistência mais elevada que o convencional, permitindo a execução de pavimentos de menor espessura.

Por conta de suas propriedades, o concreto autonivelante tem potencial de aplicação não apenas em vias urbanas, mas também em aeroportos, locais que demandam soluções de pavimentação de máxima resistência e de rápida execução.

Inovador e com potencial para transformar como se executam pavimentos, o concreto autonivelante já foi testado em laboratório com resultados promissores. “Com um concreto de execução rápida, em placas curtas e pouco espessas, foi possível obter resistência duas vezes superior à do concreto convencional. Também conseguimos eliminar problemas típicos da pavimentação em concreto, como fissuras de retração”, explica Balbo, que também é autor do livro “Pavimentos de Concreto” (Oficina de Textos).

Concreto continuamente armado e BGTCAD

Adotado nos Estados Unidos há mais de cem anos em locais com tráfego de veículos pesados, o concreto continuamente armado é tema de estudos no Brasil pelo menos desde 2013. Trata-se de um pavimento de alta durabilidade, executado sem juntas serradas e com uma armadura contínua para controle de retração.

Na Poli-USP foi construída uma pista com 200 m de extensão para testar essa solução para execução de corredores de ônibus. “Embora apresente um custo inicial mais elevado, o concreto continuamente armado pode ser bastante pertinente em rodovias de tráfego pesado e em aeroportos”, comenta o professor Balbo.

Outra alternativa tecnológica que desponta nas pesquisas acadêmicas é a brita graduada tratada com cimento de alto desempenho (BGTCAD). O material é uma evolução da BGTC (brita graduada tratada com cimento), tecnologia de origem francesa, utilizada no Brasil a partir de meados de 1960 para robustecer a base em pavimentação asfáltica. Nos anos seguintes, porém, essa tecnologia foi perdendo espaço para o concreto compactado com rolo (CCR).

Analisando as obras executadas, os pesquisadores brasileiros perceberam que tanto a BGTC, quanto o CCR precisavam apresentar melhor desempenho para assegurar maior durabilidade aos pavimentos. Isso os levou a focar na melhoria das propriedades da BGTC por meio do aumento do consumo de cimento e da melhoria da aderência entre a pasta de cimento e o agregado a partir do ajuste na granulometria.

Com essas mudanças foi possível obter um material muito mais resistente, com rigidez próxima da BGTC, sem implicar em aumento de custo significativo. “Para aprofundar os estudos, está sendo preparada uma faixa para testar a BGTCAD sob o pavimento asfáltico. O objetivo é avaliar a durabilidade do material aplicado e o efeito do aumento de temperatura no pavimento”, informa Balbo.

Seminário Inovação em Concretos para Pavimentação

O mercado de pavimentação poderá conhecer mais sobre as pesquisas em desenvolvimento no Seminário Inovações em Concretos para Pavimentação, promovido pela Votorantim Cimentos em parceria com a Escola Politécnica da USP. Na ocasião, os participantes poderão conferir in loco as pistas de testes instrumentadas com diferentes tecnologias de pavimentação, incluindo o concreto autonivelante e o continuamente armado.

O evento é resultado da aproximação bem-sucedida entre indústria e academia com foco em pesquisa e desenvolvimento. “A academia precisa estar sempre aberta a conversar e trocar informações com a indústria e seus fornecedores. Essa união de forças é o que nos permitirá avançar e ampliar conhecimento para a melhoria da qualidade de vida da sociedade”, conclui o professor Balbo.

Confira aqui a programação do Seminário.

Quer entender mais sobre os benefícios do pavimento de concreto? Confira na matéria xxxx.

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